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20 de outubro de 2018

Dia Nacional da Alimentação na Escola

COMO INTEGRAR OS ALUNOS COM RESTRIÇÕES ALIMENTARES E PROMOVER A INCLUSÃO SOCIAL?

Muitas crianças e adolescentes têm apresentado altas taxas de colesterol, pressão alta, diabetes e doenças do coração, que até agora eram consideradas doenças de adultos.

O Dia Nacional da Alimentação na Escola, comemorado no dia 21 de outubro, busca conscientizar alunos, pais e professores sobre a importância de se criar e manter bons hábitos alimentares entre os estudantes.

Há décadas, o governo federal desenvolve um Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) “que oferece alimentação escolar e promove ações de educação alimentar e nutricional para estudantes de todas as etapas da educação básica pública. O cardápio escolar é elaborado por nutricionista, respeitando os hábitos alimentares locais e culturais, atendendo as necessidades nutricionais específicas, conforme percentuais mínimos estabelecidos no artigo 14 da Resolução nº 26/2013” (http://www.fnde.gov.br/programas/pnae).

Para as escolas privadas, o Ministério da Saúde lançou em 2010 um Manual das Cantinas Escolares Saudáveis. Os lanches levados de casa costumam acompanhar o ritmo de vida corrido da família, assim também ocorre nas cantinas escolares onde o aluno costuma ingerir alimentos inadequados (com excesso de sal, açúcar, gordura e outros aditivos).

Não dá para negar que os pais da atualidade têm uma vida corrida e recorrer a alimentos industrializados muitas vezes é a melhor opção.

Uma boa alimentação é indispensável para o desenvolvimento intelectual do aluno e auxilia na prevenção de doenças. Entretanto, é fundamental incorporar os bons hábitos alimentares desde os primeiros anos de vida da criança que para ter êxito deve contar com a participação da família.

Se a alimentação saudável já é um assunto que gera polêmicas e opiniões contrárias, inserir o tema restrição alimentar amplia essa luta!

As restrições alimentares estão aparecendo cada vez mais cedo e o número de crianças com restrições têm aumentado consideravelmente.

Na rede pública, a lei 12.982/14 (2015) determina uma merenda diferenciada às crianças com restrições alimentares e orienta as escolas a identificar os alunos que precisam de um cardápio especial. No entanto, em datas comemorativas, quando são oferecidos lanches especiais, as escolas não costumam fazer ou comprar o mesmo lanche adaptado para as necessidades das crianças com restrições. Geralmente, as crianças são excluídas da comemoração ou seu lanche é substituído por frutas, gerando muita tristeza nas crianças por não terem o lanche “especial” igual dos amiguinhos. Os pais também sofrem muito por verem seus filhos excluídos.

Seja na rede pública ou privada, para atender adequadamente aos alunos com alergia alimentar (ao leite, ovo, soja, etc), as escolas devem adquirir os lanches em locais seguramente especializados ou investir na montagem de uma estrutura apropriada: capacitando as cozinheiras que deverão ser acompanhadas por nutricionistas, adquirindo utensílios novos que deverão ser separados dos demais, selecionando as matérias-primas seguras, etc.

É importante ressaltar que cada criança alérgica é única e os sintomas podem ser diversos. O cuidado extremo deve ser tomado principalmente com as crianças que sofrem com reações mais graves como a anafilaxia.

Foto: Ana Júlia Stefan